Copa-2014 e Olimpíadas-2016 podem valorizar em 70% os imóveis no Rio de Janeiro. Bom para os moradores?

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Autor: Thiago Capodeferro

Crédito: Agência Goodae.com

 

O Brasil sediará, nos próximos anos, dois dos maiores eventos esportivos do mundo: a Copa do Mundo, em 2014, as Olimpíadas em 2016. Com isso o país corre contra o tempo para deixar toda a estrutura pronta, e vê vários setores da sua economia sendo movimentados.

Além dos impactos na economia, as duas competições mudarão também a vida e a rotina de muitas pessoas. Segundo uma pesquisa do IBOPE divulgada no último mês de junho de 2011, enquanto 25% dos brasileiros disseram ter interesse muito grande na Copa-2014, 27% disseram ter interesse, mas não muito, e 26% responderam que não têm interesse algum.

Mas talvez o que esses 53% que disseram não ter muito, ou nenhum interesse, não saibam, é que não terão como escapar dos efeitos dos dois eventos. Principalmente os moradores das cidades-sede e os que residem em bairros próximos a estádios ou complexos esportivos onde serão disputados jogos e modalidades olímpicas.

Suas vidas e rotinas serão alteradas, nem que sejam alguns pequenos detalhes como o tempo que levarão para chegar ao trabalho ou a dificuldade em vender um imóvel.

O impacto dos eventos já aparece em alguns segmentos, principalmente no imobiliário. Segundo os especialistas do setor, os imóveis na cidade devem sofrer valorização de até 70% nos bairros próximos aos estádios e locais onde serão disputadas as partidas da Copa e demais modalidades das Olimpíadas, como, por exemplo, os imóveis à venda em Santa Teresa, Rio de Janeiro.

A cidade maravilhosa será uma das sedes da Copa-2014, receberá inclusive a final, e a principal sede das Olimpíadas-2016. Essa valorização já pode ser vista especialmente nos arredores do Maracanã, do Centro Esportivo Miécimo da Silva e do Estádio João Havelange (Engenhão).

O otimismo dos especialistas tem como base os jogos Pan-Americanos, disputados na cidade em 2007. Na ocasião, o valor cobrado pelo metro quadrado no bairro do Méier, por exemplo, onde fica o estádio do Engenhão, subiu cerca de 40%, segundo informações oficiais da organização do evento na época.

Outra região do Rio que vê a valorização de seus imóveis é a Avenida Abelardo Bueno, na Barra. Lá estão localizados o Velódromo, o Parque Aquático Maria Lenk e a Arena HSBC, todos construídos para o Pan e que também serão utilizados nos Jogos Olímpicos.

Além disso, a avenida fica próxima ao Riocentro, que também receberá competições. As estatísticas mostram que nos últimos cinco anos o metro quadrado da região teve uma valorização de 70%. Hoje, o preço do metro quadrado na Barra beira os R$ 8 mil, e este número pode até aumentar com a proximidade dos eventos e a consequente maior procura.

E os outros bairros?

A valorização de imóveis não chega a ser um problema para bairros nobres como a Barra. Segundo uma pesquisa da revista Exame, realizada em 2011, se por um lado o preço do metro quadrado na região passa dos R$ 6 mil, como citado acima, a renda média da população que reside ali é de mais de R$ 10 mil.

Mas e bairros menos nobres? A população que reside neles conseguirá acompanhar esta valorização? Segundo a imprensa brasileira, o estádio do Maracanã, que receberá a final da Copa do Mundo em 2014, receberá um investimento de R$ 600 milhões para ser reformado. Isso mexe diretamente com bairros que estão próximos ao estádio, como Vila Isabel, Tijuca e São Cristóvão.

Se na Barra a população tem poder aquisitivo para acompanhar a valorização, o mesmo não acontece com alguns bairros como, por exemplo, São Cristóvão. Hoje, o metro quadrado na região custa cerca de R$ 2 mil, enquanto a renda familiar da população do bairro é de R$ 2,5 mil.

Se a projeção dos especialistas e investidores se confirmar, e os imóveis realmente valorizarem cerca de 70%, o metro quadrado em bairros como São Cristóvão e Santa Teresa vai saltar de R$ 2 mil para quase R$ 3,5 mil. Em se tratando do que estamos acostumados a ver no Brasil, o que muito provavelmente não vai aumentar é a renda familiar da população dos bairros, que continuará, respectivamente, na casa dos R$ 2,5 mil e R$ 3 mil.

O que isso significa? Que o perfil de moradores do bairro pode mudar. As pessoas procuram casas dentro da suas possibilidades financeiras através de imobiliárias ou buscadores como o Nestoria.com.br. O público que procuraria por imóveis em São Cristóvão deixará de fazê-lo, pois não conseguirá pagar. Quem mora no bairro e quiser vender seu imóvel também pode enfrentar dificuldades para encontrar um comprador.

Veja abaixo a proporção do preço do metro quadrado de alguns bairros e a renda familiar das famílias que residem nele:


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estrutura: herança bem vinda ou maldita?

Você não investe R$ 600 milhões apenas num estádio, mas também em toda a comunidade em torno dele. Pensando na Copa e nas Olimpíadas, toda uma estrutura será erguida, e esse quadro também ajuda a valorizar os imóveis. Por exemplo: será construída uma passarela ligando os bairros da Tijuca e São Cristóvão.

O trajeto que antes era feito em 20 a30 minutos, dependendo do horário, com esta obra será feito em torno de 10. Rodovias serão ampliadas e estacionamentos para carros e ônibus serão construídos, melhorando o trânsito de toda a região. São os dois eventos mexendo com a rotina da população, sem que eles se dêem conta, ao menos num primeiro momento.

Mas esse nem sempre é um ponto positivo. É preciso estudar se toda essa estrutura será aproveitada depois, ou se ficará jogada, sem ser aproveitada. Exemplos de grandes “elefantes-brancos” não nos faltam. O Stade de France, construído no subúrbio de Paris para a Copa-98 é um exemplo disso. Como todos os times da capital francesa já possuem estádio, após a Copa daquele ano, ele ficou abandonado.

No caso do Brasil esse problema existe em cidades-sede que não possuem times na elite do futebol nacional, como Cuiabá e Manaus. Já quando falamos de cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, os estádios não correm esse risco. As duas cidades possuem vários times que disputam as duas principais divisões do campeonato brasileiro.

Nelas, os grandes candidatos a se tornarem elefantes-brancos são hotéis, lojas e afins que serão erguidos para a Copa e para as Olimpíadas. Falando apenas do Rio: a FIFA, dentre outras exigências, obriga que hotéis de alto padrão sejam construídos num raio de 5 a10 km de cada estádio que receberá jogos da Copa.

 

Todos esses empreendimentos, que em sua maioria serão erguidos as pressas, diga-se, serão aproveitados depois que os eventos acabarem e os turistas se forem? Um hotel desse porte, construído, por exemplo, num bairro como São Cristóvão, onde a renda da população não passa de R$ 3 mil, se sustentará? A região tem pontos turísticos e é de fácil acesso a ponto de atrair pessoas do mundo todo naturalmente?

São coisas que tem de ser estudadas. Caso contrário, serão R$ 600 milhões, sem contar os outros investimentos, mal aplicados, jogados no lixo.

O que pode acontecer é um fenômeno já visto em outras cidades que passaram por situações parecidas: os preços, tanto de imóveis como de hotéis, lojas e restaurantes subirem antes e durante a Copa e as Olimpíadas, e depois despencarem uma vez que a população local, passados os eventos, não tem poder aquisitivo para comprar imóveis de luxo ou freqüentar hotéis cinco estrelas.

A mesma pesquisa do Ibope que mediu o interesse dos brasileiros na Copa-2014 também concluiu que 73% deles acompanham as notícias sobre o evento através da televisão. Então é bom ficarem de olho no noticiário, para saber até que ponto os eventos afetarão suas vidas, e mais importante, se os investimentos estão sendo feitos da maneira correta.

Se não estiverem é bom lembrar que em 2014, além de Copa do Mundo, também tem eleições.

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Alguém viu o jogo do Brasil na semana passada? Teve jogo?

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Na semana passada foi realizado na Argentina o primeiro jogo da Copa Rocca entre as seleções do Brasil e da Argentina.

Sinceramente, os nacionais dos dois times foram “mornos” e ainda falta muito, viu? Você não acha?

A única coisa boa do fatídico jogo foi a bela jogada do atacante Leandro Damião. Veja:

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Greve no Maracanã de novo? Poxa, vamos pagar os operários, né?

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Desde 1º de setembro os operários que atuam na reconstrução do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014 estão parados.

De novo?

Sim, meu amigo. Mesmo após o acordo firmado entre os trabalhadores e representantes das empresas do Consórcio Maracanã Rio 2014, em 21 de agosto, parece que a coisa ainda está complicada.

Dessa vez, os operários reivindicam melhores condições de trabalho, pagamento de cesta básica, presença de nutricionista e médico no turno noturno, melhoria na refeição, entre outros.

Ontem, em uma audiência de tentativa de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho – TRT do Rio de Janeiro nada foi decidido. Empregadores e empregados não chegaram a acordo nenhum e todos deverão aguardar o julgamento da “pendenga” pelo TRT.

Abusiva ou não a greve, e já que ninguém está preocupado mesmo com nada, vou pegar minha rede e tomar um sol em Ipanema!

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Não seja parcial, Sr. Blatter!

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Nesta semana a comunidade do futebol ficou perplexa com a entrevista concedida pelo poderoso da FIFA, Joseph Blatter, ao jornal Estado de São Paulo.

Além de criticar a seleção sub-20 e dizer que Ricardo Teixeira é o candidato de Havelange para as eleições da Entidade, Blatter fez questão de externar seus mais sinceros sentimentos com relação ao jogo de abertura da Copa do mundo de 2014, que será realizado no Brasil.

O nobre Sr. presidente disse com todas as letras que a cidade do Rio de Janeiro é mais atraente para receber o jogo de abertura da Copa. Blatter enfatizou que a cidade é mais atraente para o mundo e que o futebol brasileiro é o produzido no Rio, além do fato da cidade já ter recebido o centro de mídia e a sede da organização da Entidade durante a Copa.

Será que o presidente da FIFA acredita nisso ou existem outros interesses por trás de suas palavras?

Bem, vamos torcer para que o futebol brasileiro saia vencedor nessa pendenga e não eventuais interesses individuais de pessoas e cidades. Para tanto, há necessidade de acompanhar com cautela o anúncio oficial das sedes da Copa, que será realizado próximo à reunião do Comitê Executivo da FIFA no final de outubro.

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Que feio, Somália!

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O jogador Somália, que atua pelo Botafogo (RJ), foi indiciado pela prática do crime de denunciação caluniosa, podendo sofrer uma pena de detenção de um a seis meses.

O jogador, para não ser multado pelo atraso no treinamento, comunicou às autoridades a ocorrência de um sequestro-relâmpago que não ocorreu efetivamente.

Acompanhe, com detalhes, o vídeo abaixo:

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Logomarca dos jogos olímpicos de 2016 foi apresentada na passagem do ano em copacabana

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É fato indiscutível que as olimpíadas de 2016 serão realizadas no Rio de Janeiro. Mas até o ano passado, o comitê organizador dos jogos não tinha apresentado ao grande público e à imprensa a logomarca que será utilizada no evento.

Nada melhor do que aproveitar o réveillon na praia de copacabana para lançar oficialmente a logomarca dos jogos olímpicos de 2016. E assim aconteceu. Uma cerimônia brindada com diversas apresentações de artistas, além da famosa e tradicional queima de fogos.

Veja o vídeo:

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